Mostrar mensagens com a etiqueta Coisas Bonitas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Coisas Bonitas. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Quem fala assim...

Há muito tempo que sou uma fã assumida do Nuno Markl e do seu humor, da sua inteligência para a escrita e tenho toda uma colecção de momentos de chorar-a-rir, proporcionados pelos textos, os programas de rádio (oh, saudoso Homem Que Mordeu o Cão!!), os livros e tantas outras coisas assinadas com o seu nome.
E é por coisas como esta, que meia volta leio, que percebo porque é que gosto tanto dele.
Passo a citar, copiado do Há Vida em Markl:

"E ASSIM CHEGOU O MOMENTO MAIS IMPORTANTE DE TODA A MINHA VIDA
De repente, é relativo. Os meus orgulhos exacerbados por algumas coisas que escrevi, a ânsia com que falo de cada novo projecto em que me meto, os imbecis que aqui me vêm insultar porque não têm nada mais que fazer; de repente, tudo fica do tamanho de - vamos lá - um pistachio, quando acontece uma coisa destas. Não, um pistachio não. Um pinhão. Meia casca de pinhão. Sem o pinhão dentro. Pronto: um ácaro.

Vou ser pai.
(...)
Eu e a Ana vamos ser pais de um rapaz (foi ontem que ficámos a saber o sexo da nossa little creature), um mini-Galvão-Markl que, com seis centímetros e trinta, é a obra maior das nossas vidas (no meu caso, destronando assim coisas como O Homem Que Mordeu o Cão, o Herman Enciclopédia ou Paraíso Filmes. Eh eh eh!). Dizer que estamos felizes é um understatement; eu nem sei que nome tem isto que eu tenho andado a sentir, enquanto partilho esta aventura com a mulher que amo incondicionalmente, enquanto vejo a barriga dela crescer, centímetro após centímetro, e os vestidos que ela usa no Jogo Duplo cada vez a conseguirem esconder menos as evidências - o que se tornou, entretanto, num passatempo divertido aqui por casa, ao serão, a cada transmissão do concurso. "Spot the belly" seria um bom nome para o jogo.

É uma grávida linda, deslumbrante, a minha namorada. (Cruzo os dedos - todos: das mãos, dos pés e talvez até os dedos dos meus vizinhos! - para que o moço saia a ela e espero que Deus Nosso Senhor, a existir, tenha piedade dele ao nível do nariz e não ponha o meu, preguiçosamente, na fotocopiadora.)

Ontem, mais uma vez, ouvimos o coração do petiz. É música para os nossos ouvidos. Estas novas máquinas de ecografia são verdadeiros milagres, o tipo de coisa que eu julgava que existiria apenas na ficção científica. Vimos-lhe os braços, as mãos, as pernas, os pés, os dedos, a coluna, o cérebro; vimo-lo em três dimensões, remexendo no cordão umbilical. Tem doze saudáveis semanas.

É o meu filho. (...)"

Não vale a pena dizer mais nada, quando um homem fala assim, certamente vai ser um grande pai. Parabéns Markl!!

Nota: Sei de outra pessoa que também tem saudades do Homem Que Mordeu o Cão, que de certeza ainda sabe cantar o Eu Sou o Teu Cãozinho, e ainda se ri com a coreografia, certo Rita? ;-)

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

FELIZ 2008!!!

Peço desculpa à xô dona Su por plagiar ligeiramente os seus votos de bom ano novo, mas não resisto.
I have a dream, a song to sing
To help me cope with anything
If you see the wonder of a fairy tale
You can take the future even if you fail
I believe in angels
Something good in everything I see
I believe in angels
When I know the time is right for me
I'll cross the stream - I have a dream
I have a dream, a fantasy
To help me through reality
And my destination makes it worth the while
Pushing through the darkness still another mile
I believe in angels
Something good in everything I see
I believe in angels
When I know the time is right for me
I'll cross the stream - I have a dream
I'll cross the stream - I have a dream
I have a dream, a song to sing
To help me cope with anything
If you see the wonder of a fairy tale
You can take the future even if you fail
I believe in angels
Something good in everything I see
I believe in angels
When I know the time is right for me
I'll cross the stream - I have a dream
I'll cross the stream - I have a dream


May it be like this for us all in 2008!! BOM ANO NOVO!

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Look closely

Look not from the mind, but from the soul.
For the life that is coming already
before us, waiting to open up the world.
Just look more closely. Find the eyes to see.

in Profecia Celestina, de James Redfield

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Pequenos nadas...

…que são tudo! :-D

- O (quase sagrado) pequeno-almoço com a mãe;
- Uma aula de Argumento muito divertida, excepto uma ou outra imagem mais sangrenta :P
- Conversas entusiasmadas até ao Metro; Rir muito à conta de um filme;
- Almoço em Belém enquanto falamos sem parar;
- A (sempre) espectacular companhia;
- CCB, esplanada, Calandria, conversa, olhar o rio, os Jerónimos e o Padrão dos Descobrimentos;
- Pastel de Belém e o Sr. Aurélio;
- Voltar para casa e ver da janela do comboio o sol reflectido no mar, Cascais lá ao fundo.
- Ouvir repetidamente a música Boa Sorte, Good Luck da Vanessa da Mata com o Ben Harper (obrigada Leilinha eheh).

terça-feira, 2 de outubro de 2007

When You Taught Me How To Dance

Não consegui escrever só um post sobre isto, por isso ainda a Beatrix Potter, que quando abre a sua caixinha de música, ela canta assim…

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Marcas de vida

Ontem foi o primeiro dia de aulas deste que será o último ano na Faculdade. Apesar de ainda agora ter começado, está sempre presente em alguma parte de mim a ideia de que me estou a despedir de tudo aquilo, que umas vezes melhor outras pior, forma uma grande parte da minha vida há cinco anos. Alguma coisa em nós lembra-nos constantemente que daqui a um ano teremos que "crescer", teremos que dar um passo gigante e que de uma forma ou de outra nunca mais estaremos juntos naquele ambiente. Neste último ano parece que procuro aproveitar todos aqueles sítios mais uma vez, todas as conversas que temos, todas as gargalhadas que damos, algumas fotografias para a posteridade, tudo o que fica guardadinho nas caixinhas da memória.

Vinha para casa ao fim do dia a pensar nisto tudo e a observar, como de costume, as pessoas que estavam no Cais do Sodré à espera do comboio. Naquele sítio tudo acontece, tudo se vê, tudo se passa.
Na fila dos bilhetes alguém me toca no ombro, olho para trás e lá estava ela, uma senhora pequenina devido às maleitas da coluna, cabelos branquinhos, as rugas de quem já viveu muito e muito mais tem para contar. Pergunta-me se a caixa está aberta mas abre um sorriso imenso e diz "tenho que me encostar um bocadinho". Andava devagarinho e fazia-me lembrar pessoas de quem tenho muitas saudades, retribuí o sorriso. Pediu-me que a acompanhasse ao comboio porque as pernas já não são o que eram e tem medo de cair. Lá fomos, no início de uma grande conversa que tenho a certeza que não esquecerei.
Era frágil, como uma criancinha, mas uma criança com mil histórias, mil histórias que partilhou comigo, na magia dos seus 76 anos de idade. Tem filhos, tem netos, tem um legado e uns olhos brilhantes ao falar em tudo isso. Sobretudo, a vontade que ainda tem de ver a sua Lisboa, de passear pela sua cidade, relembrar como era antigamente e sentir como é agora. Contou-me sobre as pessoas especiais que outrora conhecera, falou-me de lugares chiques, de lugares menos bonitos, mas sempre terminando num "Eu gosto tanto de passear em Lisboa". Descobrimos ambas (e lembrei-me de ti, Vitor) como ficamos contentes ao passar pela Brasileira onde o nosso querido Pessoa continua sentado, ao olhar para ele e lhe dizermos "Olá" em silêncio, ao passearmos com ele por mundos infinitos onde tudo pode ser como nós quisermos.
Acabou a viagem, chegámos a Oeiras, dei-lhe o braço à saída do comboio. Disse-me "Muitas felicidades minha querida", oferecemo-nos um sorriso - que melhor presente?

Obrigada D. Aurora!!!

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Noites de Verão

Vou te contar...
Numa noite de Agosto das melhores que este ano já viu, alguém se lembrou de um lugar encantado, ali mesmo à beira-mar, onde a terra abraça o oceano. Ali mesmo, onde para além da noite apenas se ouvem as ondas a bater nas rochas e se vêem estrelas cadentes mergulharem por cima de nós.
Ao fundo, ouvia a melodia do Wave no saxofone, que acompanhava tudo o que era perfeito naquela noite e balbuciava:
Da primeira vez era cidade
Da segunda o cais da eternidade
Agora eu já sei da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar...
Não me esqueci de as contar, mas as estrelas conseguem envolver-se com a música estender-se sobre nós como milhões de pontinhos luminosos que se acendem no céu e cintilam ao sabor dos nossos pensamentos. É aí que pensamos nas pessoas que estão longe, é aí que pensamos em quem já cá não está, é aí que pensamos no que construímos e no que o tempo foi destruindo.
O resto é mar, é tudo o que eu não sei contar...
O barulho do mar parece querer trazer-nos de volta à realidade, luzes do farol reflectidas na água lembram-nos do nossos portos de abrigo. Mais tarde, o fogo-de-artifício da baía vem-nos saudar e comemorar tudo isso que há de tão bonito, que
os olhos não podem ver e só o coração pode entender.
Esse mundo de coisas invisíveis aos olhos, como dizia o Principezinho, que se mostra em sítios e noites como aqueles. Afinal, aqui mesmo ao pé da cidade, há tantos lugares encantados...
Vou te contar...